domingo, 4 de setembro de 2011

Computação nas Nuvens: softwares como serviço

Software como serviço, do inglês Software as a service, é um instrumento mercadológico para fornecer um software, em forma de um serviço ou prestação de serviços. O software é executado em um servidor, não sendo necessário instalar o sistema no computador do cliente, bastando acessá-lo por meio da internet. Como exemplo, tem-se o Google-Docs que oferece um pacote de programas de escritório.

Isso implica diretamente na forma de gerar receita com a distribuição de um sistema. No modelo de software, vende-se um produto e recebe-se por ele ao entregá-lo ou durante seu desenvolvimento cobrando geralmente altos valores sobre ele. No modelo de serviços, se desenvolve uma solução sem cobrar nada do cliente e depois ela será disponibilizada na internet para que vários clientes possam usufruir de seus serviços, nesse caso, o cliente irá pagar uma locação que lhe dá direito de uma certa quantidade de tempo ou quantidade de utilização ou pagará para cada vez que usufrui de um serviço. A curto prazo. O modelo de software é mais caro e lucrativo. A longo prazo, o SaaS passa a ser mais vantajoso para o fornecedor e seu cliente. Como exemplo, tenha em mente um sistema de controle de emails.

BENEFÍCIOS
Os principais benefícios da adoção do “software como serviço” são: 1. Redução de Custo. Não é necessária compra de hardware, uma vez que o software está na internet. Também é dispensada a aquisição de licença. Além disso, a contratação do serviço pode ser abatida no cálculo do imposto de renda sobre o lucro líquido, pois é contabilizada como despesa, enquanto a aquisição é considerada um ativo imobilizado. 2. Agilidade. Como o software está pronto para o uso no servidor do fornecedor, o processo de implantação normalmente é mais rápido. Pelo mesmo motivo, o suporte técnico é facilitado, não sendo necessário, por exemplo, deslocamento de equipe técnica. 3. Acessibilidade. Como o software está na internet, ele pode ser acessado pelos assinantes de qualquer lugar do mundo e a qualquer momento, permitindo mais integração entre unidades de uma mesma empresa. 4. Flexibilidade. Diferentemente do licenciamento, a quantidade de assinantes de um software como serviço pode aumentar e diminuir de acordo com a necessidade do contratante. Isso permite flexibilidade e adequação do custo da empresa a sua realidade. 5. Continuidade. No software-como-serviço, a evolução dos sistemas não precisa ser mais adquirida. A tendência é que os novos recursos e atualizações de versões sejam incorporados automaticamente e simultaneamente aos produtos.

PRECAUÇÕES As vantagens e benefícios do software on-demand não indicam, entretanto, a migração imediata de todos os sistemas da empresa, pois nem todos eles são adequados ao novo modelo. Portanto, antes de optar, a empresa contratante deve analisar as suas necessidades com bastante cuidado. Quatro pontos básicos precisam ser levados em conta nesse momento: 1. Acesso. Como no SaaS os softwares funcionan online no servidor do fornecedor, uma das exigências para sua adoção é o acesso internet, que precisa ser rápido, estável e redundante. Para fazer efeito, a redundância deve ser feita com operadores distintos. Esses cuidados minimizam a possibilidade de descontinuidade do serviço. 2. Aplicação. Os sistemas de missão crítica para a empresa, como os responsáveis pelas vendas (frente de loja e estoque), não são recomendados nesse modelo. Mesmo com acesso rápido, estável e redundante, a empresa não está imune à indisponibilidade, o que pode causar perda temporária de receita. As aplicações mais robustas – mesmo não sendo críticas, mas que precisam de alto desempenho de hardware – devem seguir o mesmo raciocínio. 3. Personalização. Ao optar por um software on-demand, a possibilidade de personalização é quase inexistente. Afinal um dos aspectos que o torna de baixo custo é ser padrão para todos os assinantes. Nesse caso, a empresa contratante precisa se adequar aos processos de negócios do software do fornecedor. 4. Integração. Por funcionar no servidor do fornecedor e ser padronizado, o software on-demand não se integra automaticamente com os demais sistemas instalados da contratante. A troca de informações pode acontecer, contudo, de forma manual, através da importação e da exportação de dados. Apesar desses fatores, o software como serviço vem avançando com grande velocidade em áreas que não são afetadas pelas restrições técnicas. Um bom exemplo são os sistemas de CRM. Os principais fornecedores desse mercado, como IBM e Microsoft, já oferecem há algum tempo seus produtos no modelo on-demand. Inclusive, um deles, o SalesForce.com, nem possui o modelo tradicional, ofertando apenas o SaaS. Os softwares anti-vírus são outro exemplo dessa tendência. Fornecedores como a Mcafee possuem duas opções para o cliente: adquirir e administrar a segurança por conta própria ou assinar um serviço gerenciado pela Mcafee. Outros softwares já atuam do mesmo modo: treinamento à distância, gerenciamento de conteúdo e e-mail marketing. Não é simples decidir a área da empresa para utilizar o software como serviço e o momento mais adequado para a mudança, que deve ser feita gradualmente, à medida da necessidade. A boa notícia é que esse modelo normalmente permite o teste da implantação para avaliar a adequação ao negócio. O recomendado também é procurar fornecedores que já ofereçam softwares como serviço e realizar uma análise do custo total de propriedade (TCO) e do retorno sobre o investimento (ROI).

fonte:
pt.wikipedia.org/wiki/Software_como_serviço;
webinsider.uol.com.br/.../software-como-servico-beneficio

Conforme o texto citado a evolução da tecnologia nos faz optar por serviços de baixo custo para as empresas, sendo acessível para todos os níveis do mercado: grandes empresas, médias empresas e até mesmo as de pequeno porte já optaram por softwares de serviço, pois veêm neste ramo uma opção ao custo-benefício satisfazendo os seus clientes por um serviço rápido e pouco burocrático, e principalmente satisfaz a própria empresa, a qual investe pouco em funcionário  e quase nada em equipamento, já que todo o serviço é realizado por algum servidor.

Autores: Cleverton Santos / Vagner Leal

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